25.08.2016 // comportamento

Oi, divas e divos!
Fiquei com vontade de escrever textos sobre comportamento, com indagações pessoais e rotineiras, porque sabe como é: a vida sempre teima em nos desafiar.
Para quem ainda não me conhece, eu sou a Fabi e tenho 33 anos. Bem, é complicado ser uma mulher heterossexual com essa idade. Amigas casando, engravidando do terceiro filho e a cobrança vem: “cadê seu namorado? Você não pensa em casar? Não pensa em ter filhos? Sabia que seus óvulos possuem prazo de validade?”
Eu pensava que só a geração da minha avó – talvez a dos meus pais – fosse tão preocupada com essas questões, apesar de meus pais e minha avó nunca terem esse tipo de inquietação presente. Porém, percebo que a mulher é sempre cobrada nesse sentido, cada idade com seus padrões e parâmetros irreais de comparação.
Uma dúvida que eu sempre tive foi: quem determina o certo e o errado? Que sociedade é essa que acha que tem o direito de estipular o caminho para uma felicidade individual?
Conheço pessoas plurais, assim como sou plural. Não é justamente essa a essência de um ser humano? A vida é realmente uma receita de bolo?

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Tenho amigos e amigas casados e muito felizes, assim como alguns são casados e muito infelizes. Tenho amigos que não são casados no papel e tudo bem. Tenho amigos solteiros felizes e infelizes, ou amigos que, apesar de terem casado, não agradaram a família com a escolha de seus respectivos cônjuges. Depois que casam, vem a pergunta: “mas e os filhos?” – apesar de algumas amigas simplesmente não quererem engravidar. “Seriam elas estéreis?”
Ou seja, concluo que a sociedade sempre espera que o tal padrão seja devidamente preenchido, como uma bula intrínseca para o caminho das pedras da vida.

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Enfim, vou falar sobre mim, porque não tenho poder para falar sobre os outros nem tenho esse objetivo. Sim, eu gostaria muito de encontrar um grande amor. Alguém que queira me agregar coisas boas constantemente, que estimule meu crescimento e enxergue a minha alma, alguém que não desista de mim no primeiro sinal de dificuldade. Contudo, não estou disposta a me relacionar com qualquer um, apenas para satisfazer um desejo social de colocar uma aliança no dedo. Se for para ser assim, quero que seja especial, quero mergulhar fundo, quero o conto de fadas real. Se for para ser incompleto, ser metade, prefiro ficar solteira. Porque sim, estou solteira, mas não, não estou sozinha. Tenho o amor incondicional da família, uma cachorrinha que me ensina permanentemente a simplicidade de um carinho verdadeiro e amigos que estão ao meu lado para o que der e vier, que gostam de mim como eu sou, vibrando comigo nos meus melhores dias e me tolerando/apoiando nos meus piores momentos.
Eu sei o que é verdadeiro e é só isso que me interessa.

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Espero que esse texto te faça entender, caro(a) leitor(a), que você não está só, mesmo que esteja na companhia de alguém. Encare o que faz sua alma transbordar, o que seus instintos te motivem a fazer. Siga seus reais desejos, não o que a sociedade espera de você. Lembre-se: os outros são só os outros e, no final do dia, a única pessoa que vai conviver consigo mesmo é a imagem no espelho.
Até para ser feliz, é preciso ter coragem. Respire fundo e vida intensamente o presente. Siga seu coração e faça suas próprias escolhas. Cada um é o único responsável por construir a própria felicidade.
É como eu sempre digo: quem planta amor, colher amor, seja como for!

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12.09.2013 // comportamento

Eu podia fazer uma lista sobre como é divertido ser solteira, mas não. Não irei. A verdade é que isso aqui é um desabafo, isso aqui sou eu, em minha glória, mandando todo mundo ir se catar. Ser solteiro não é a festa do bundalêlê, pelo menos não sempre. E me cansa, me cansa muito, ouvir as pessoas dizendo isso.

Ser solteiro é uma responsa, meu. Não é por que uma pessoa está solteira que ela pode sair por aí fazendo o que quiser, sem bom senso nenhum. Ela até pode, mas não é o tipo de ação que dura; o corpo, assim como o cérebro e o coração, tem um limite. Todas as pessoas têm um limite, e os solteiros não estão fora desse grupinho.

É muito difícil ser solteiro. Explico minha lógica: se você namora, você (normalmente) foca mais na outra pessoa do que em si mesmo, você tem alguém com quem conversar ou contar as frustrações e inseguranças, no fim ou a qualquer hora do dia. Você pode contar que aquela pessoa estará ali para você, assim como você estará lá para ela, quando qualquer um dos dois precisarem. Não funciona assim para os solteiros.

Os solteiros, é claro, têm pais, irmãos e amigos, mas eles não têm “outra pessoa”. Eles têm que conviver, e lidar consigo 24 horas por dia, sete dias por semana. É claro que ele pode conversar com os pais, irmãos ou amigos, mas você realmente acha que é a mesma coisa? É claro que não. Quando chega o fim do dia, os solteiros mandam mensagens para amigos ou os encontram, e ainda não é a mesma coisa do que encontrar “aquela pessoa”.

Podem me chamar de recalcada (já passei da parte da vida em que a gente realmente liga para o que chamam a gente, a não ser que seja realmente ofensivo), mas acho um absurdo gente que diz que não sabe ser solteira. Por favor, né? Você estava ali com a sua mãe na hora do parto, mas fora isso estava sozinho e solteiro. Pode ter tido namoradinhas ou namoradinhos de infância, mas passou boa parte da sua vida solteiro. Não existe isso de “não sei ser solteiro”, existe o “tenho medo de ficar sozinho” – que é o que as pessoas deviam admitir de uma vez, em vez de ficar inventando lorota.

E, na boa? Ficar solteiro um tempo é muito educativo. Assim como é educativo estar em um relacionamento. Uma coisa não acaba com a outra, elas se somam para resultar a pessoa que alguém é ou pode se tornar. Solteiro você descobre como se aguentar; em um relacionamento, você descobre quem te aguenta, e os dois sentimentos são incríveis. Nunca entendi o porquê de as pessoas fazerem um drama tão grande sobre não estar namorando.

Tenho certeza de que alguns (muitos) amigos meus virão com “mimimi você vive reclamando que não tem ninguém”, e eu reclamo mesmo. Gostaria muito de ter alguém que aguentasse meus desabafos quando eu chegasse em casa no fim do dia e que não fossem meus pais, meus irmãos ou meus amigos (que eu amo, mas… né?!). Ou só ter alguém para me fazer companhia em silêncio, já que, apesar do que pode parecer, não sou de falar muito.

Provavelmente também ouvirei: “- Ah, mas você está solteira porque quer!”. Gente, eu estou solteira porque eu quero. Porque eu quero ter um relacionamento, porque eu quero achar alguém legal que aguente minhas velhices aos 24 anos, porque eu quero ter alguém que me adicione coisas na vida, quero ter alguém que faça eu me sentir em casa independente do lugar que eu estiver. Se eu quisesse só fazer sexo, é óbvio que não estaria solteira, ninguém estaria.

E não podemos nos esquecer das tias nas festas de família, né? As tias nas festas de família são uns dos maiores obstáculos da vida dos solteiros.

Não está fácil para ninguém, gente!

Fotos: Divulgação

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